Verás que filho teu nao foge a luta!

“Estamos, nós brasileiros, às vésperas de assinalarmos nossa declaração de Independência, marco importantíssimo no longo, difícil e complexo processo de formação de uma Nação, ou mais do que isso, na formação de uma Pátria.

Quando focamos o Oriente ou miramos a Europa, continente de onde vieram os primeiros colonizadores em 1500, confirmamos que realmente somos uma Pátria jovem, com muito a ser feito ainda nesse sentido e alguns percalços podem ser considerados naturais.

Uma Pátria, como definem estudiosos, indicando e confirmando a terra natal ou adotiva de um ser humano que se sente ligado por vínculos afetivos, culturais, valores, língua, território, aspirações materiais e espirituais e história; um local aonde um projeto comum faz a dignidade de cada um e de todos e por isso amado e defendido com orgulho e destemor permanentemente.

Assim, ao comemorarmos o 7 de Setembro, Dia da Independência, não poucos se perguntam sobre o estágio do nosso civismo, do nosso patriotismo, do nosso compromisso com este Brasil gigante pela própria natureza.

Por que existe tal dúvida? Simples, de alguns anos para cá a população tem sido sistematicamente massacrada por injustiças que se arrastam, pela corrupção endêmica, pela impunidade que entristece.

Isso afetaria nosso patriotismo, ou seja, o sentimento de orgulho, amor, e devoção à pátria, aos seus símbolos (bandeira, hino, brasão, selo nacionais), patrimônios material e imaterial e ao seu povo? Afetaria o amor dos que querem servir o seu país e ser solidários com os seus compatriotas?

Trata-se de panorama deletério que gera realidade aonde muitos brasileiros se perguntam se existem razões para ser patriota. Se nesse contexto há clima para cultivar o patriotismo como algo que nos encanta e ao mesmo tempo mantem diuturno compromisso de fazer um Brasil grande, solidário, democrático, pacifico, mais justo.

Quem pode e/ou deve responder uma indagação dessa envergadura?

Sem qualquer dúvida, cada um de nós deve refletir para construir uma resposta!

A grande maioria reconhece que neste momento histórico temos motivos de sobra para o desanimo, o desalento provocado por causa da postura de maus brasileiros que afetam nosso presente e comprometem nosso futuro. Não negar isso é essencial para construirmos uma postura proativa e superar o que nos afeta negativamente.

Entretanto é preciso reafirmar, categoricamente que ninguém de fora de nosso território fará algo por nós. O Brasil, como Pátria, como nossa terra, a terra dos nossos sonhos, a terra de nossos netos será aquilo que decidirmos fazer – cada um e todos unidos na busca de um objetivo comum.

Já caminhamos muito, vencemos obstáculos e podemos muito mais. E neste momento em que há desanimo espalhado pelos quatro cantos vamos encontrar exemplos contundentes de que, sim, somos capazes de ser o patriota que defende os interesses do seu país, respeita e protege os seus símbolos e trabalha pela construção de um Brasil melhor, de uma sociedade mais justa para todos.

Assim cantamos no nosso hino – “verás que um filho teu não foge à luta” – vamos também encontrar sinais de que esta Pátria “pode ser mãe gentil”. Como? Seguindo o exemplo de homens e mulheres atuando em setores tidos como essenciais que arriscam a própria vida; seguindo o exemplo de empresários, profissionais liberais e trabalhadores de todos os setores que se mobilizaram solidariamente para levar amparo e reduzir o sofrimento de milhões de brasileiros vulneráveis.

Sim, temos motivos para a tristeza mas temos motivos ainda maiores para crer que podemos cultivar o patriotismo e fazer um Brasil muito melhor.”